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Meu filho é TDAH?

 

Ou ele está apenas hiper estimulado?

Nos últimos anos, cresceu muito o número de famílias preocupadas com o comportamento dos filhos.
Desatenção, agitação, dificuldade de concentração… tudo parece apontar para o mesmo diagnóstico: TDAH.

Mas será que é mesmo?
Ou estamos diante de um outro cenário, mais comum do que se imagina: a hiper estimulação sensorial?

TDAH ou excesso de estímulos?

Com o avanço da tecnologia e a rotina cada vez mais acelerada, crianças estão expostas a sons intensos, luzes vibrantes e informações o tempo todo. Isso tem um impacto direto no cérebro — especialmente o das crianças em fase de desenvolvimento.

O problema é que os sinais da hiper estimulação podem se confundir com os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). E é aí que muitos pais se perguntam:

Meu filho tem TDAH mesmo?

A resposta só pode ser dada com uma avaliação profissional cuidadosa e individualizada.

O que dizem os dados mais recentes?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% das crianças no mundo apresentam TDAH, mas a suspeita de TDAH é feita em quase 15% dos casos que chegam aos consultórios pediátricos. Ou seja, muitas crianças estão sendo avaliadas precocemente, sem um olhar completo para o ambiente em que vivem.

É por isso que diagnósticos precipitados podem ser perigosos: além de gerar rótulos desnecessários, afastam o foco do que realmente precisa de atenção.

Entendendo o que é TDAH

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta o funcionamento do cérebro. Os principais sintomas são:
• Dificuldade de concentração e foco
• Hiperatividade (movimentos excessivos, inquietação)
• Impulsividade (agir sem pensar, dificuldade de esperar)

O diagnóstico exige a avaliação de um neuropediatra ou neurologista, com apoio de testes neuropsicológicos especializados e observação do comportamento em diferentes contextos: casa, escola, e em atividades cotidianas.

E o que é hiper estimulação?

A hiper estimulação acontece quando o cérebro é constantemente bombardeado por estímulos intensos e rápidos.
Isso tem se tornado cada vez mais comum por causa do uso excessivo de:
• Telas (celulares, tablets, televisão)
• Jogos e vídeos com sons altos, cores vibrantes e ritmo acelerado
• Alimentação com excesso de açúcar e cafeína
• Falta de sono e ausência de momentos de pausa

A longo prazo, o cérebro se acostuma a esses estímulos intensos — e tudo o que é calmo ou simples começa a parecer chato, desinteressante. Resultado? A criança se mostra irritada, agitada, dispersa e ansiosa. Mas isso não é, necessariamente, TDAH.

Como reduzir os efeitos da hiper estimulação?

Pequenas mudanças na rotina já podem fazer uma grande diferença. Veja algumas sugestões:

  • Estabeleça horários fixos para o uso de telas
  • Estimule atividades ao ar livre, jogos de tabuleiro, leitura e arte
  • Crie momentos de silêncio e tranquilidade ao longo do dia
  • Priorize uma boa alimentação e um sono de qualidade
  • Ensine técnicas simples de respiração e relaxamento

Essas ações ajudam a “desacelerar” o cérebro e podem melhorar bastante a atenção e o comportamento — especialmente se feitas com orientação profissional.

Mas quando devo buscar uma avaliação?

Se mesmo com mudanças na rotina os sintomas de agitação, desatenção ou impulsividade persistirem, é hora de buscar ajuda. A Avaliação neuropsicológica especializada é fundamental para entender o que está realmente acontecendo. Ela permite identificar não só o TDAH, mas também outros fatores emocionais, comportamentais e neurológicos que possam estar afetando seu filho.

Evite o autodiagnóstico. Cada criança é única e merece ser compreendida com cuidado, escuta e conhecimento atualizado.

Quer conversar sobre isso?

Se você tem dúvidas sobre o comportamento do seu filho e quer orientação segura, com base em ciência e acolhimento, estou aqui e terei o privilégio em te ajudar.

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